'"Para toda Alagoas" também inclui levar aos municípios do Estado o lixo que invadiu as ruas de Maceió e o rombo do IPREV?

Slogan foi usado por JHC em vídeos na TV antes de deixar a Prefeitura com dívida milionária até agora não explicada

Por Blog do Romero 01/06/2026 08h08
''Para toda Alagoas' também inclui levar aos municípios do Estado o lixo que invadiu as ruas de Maceió e o rombo do IPREV?
Endividamento da Prefeitura preocupa e repercute na Câmara após renúncia de JHC - Foto: Reprodução

Instrumento de defesa pessoal, adotado por João Henrique Caldas durante sua passagem pela Prefeitura de Maceió, o 'silêncio político' persiste na gestão do sucessor Rodrigo Cunha, mesmo diante de questionamentos oficiais.

Exemplo: da tribuna da Câmara, o vereador Galba Neto denunciou que a gestão municipal se mostra impotente diante de dívidas que se aproximam dos R$ 300 milhões, herdadas por Rodrigo Cunha, e o pior é que ninguém se manifesta sobre o tema pra lá de indigesto.

O ex-presidente do Legislativo da capital identifica como credores empresas de iluminação pública, de coleta de lixo, de academias e outras, embora sem incluir ainda o rombo de R$ 117 milhões do IPREV, fruto de aplicação irresponsável do dinheiro dos aposentados e pensionistas em títulos podres do Banco Master.

-- Somente a companhia encarregada da iluminação pública tem a receber R$ 200 milhões dos cofres municipais - detalhou o 1° secretário da Câmara maceioense.

O rombo preocupa, evidentemente, mas o que mais causou apreensão, na intervenção de Galba Neto, foi o uso da expressão 'descontrole', em relação às finanças de Maceió, assim como o temor de ver o funcionalismo municipal deixar de receber seus salários.

O pronunciamento de Galba Neto está postado nas redes sociais - vídeo gravado no plenário da Câmara - e remete a uma questão gravíssima e crucial: o que aconteceu com a Prefeitura de Maceió?

Quem atua na mídia sabia do endividamento crônico da gestão JHC com veículos de comunicação, mas ninguém suspeitava que, em paralelo, estava se desenhando um quadro de insolvência como o descrito pelo vereador Galba.

Agora se tem clara noção de que, enquanto o prefeito enfeitava praças, pintava asfalto e gastava com adereços inúteis 'para turista ver', os cofres do Município perdiam sua capacidade de honrar e pagar despesas com serviços essenciais como limpeza e iluminação públicas.

Agrava esse quadro, obviamente, a perda irreparável dos 117 milhões de reais desviados do IPREV para fundos fraudados do Banco Master, cujo escândalo financeiro começa a atingir e decompor políticos empavonados como o senador Flávio Bolsonaro e o governador Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, que também implodiu a Previdência estadual investindo no Master.

Em relação ao Instituto de Previdência dos Aposentados de Maceió, a Polícia Federal começou a investigar e já pediu sinal verde do Supremo Tribunal para ampliar suas operações e aprofundar o trabalho investigativo.

A perda milionária tem sido abordada com ênfase por outro vereador - o ex-prefeito Rui Palmeira - gerando uma indagação inquietante: afinal, quem vai tapar o rombo na conta dos aposentados? O ex-prefeito? Os gestores demitidos? Todos juntos?

O que também se questiona no meio do eleitorado, claro que em tom de zombaria, é se esse é o modelo de gestão que deve ser levado como um presente 'para toda Alagoas'.

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Sobre o blog

Iniciou-se no Jornalismo como redator do Diário de Pernambuco. Foi editor do Diário da Borborema (PB) e do Jornal de Alagoas. Exerceu os cargos de secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió e do Estado de Alagoas.

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