Bolsonarismo vira sinônimo de pilantragem, lambuza direita e galera satiriza foto caricata de Flávio com Trump

Atolado no lodaçal Master, Flávio tenta limpar barra na Casa Branca, mas se apequena no papel de 'mordomo' de Trump

Por Blog do Romero 28/05/2026 11h11
Bolsonarismo vira sinônimo de pilantragem, lambuza direita e galera satiriza foto caricata de Flávio com Trump
Foto estigmatiza Flávio Bolsonaro com ar de mordomo de Donald Trump - Foto: Reprodução

Certo, sem convite do governo ianque não haveria nem visita, quanto mais reunião na Casa Branca.

Mas todos os lances da 'audiência' deixaram claro que o contato de Flávio Bolsonaro com Donald Trump não passou de um 'arranjo', um improviso articulado por assessores direitistas do presidente americano.

Ficou óbvio.

Vivendo um momento crítico, encrencado com guerra no Oriente, crise econômica interna, juros e inflação em alta, pressão internacional gerada pela disparada do preço do petróleo, briga com países europeus e popularidade no fundo do poço, que diabo de assunto teria Trump pra tratar com um Flávio Bolsonaro gravemente atingido pelo mega escândalo financeiro brasileiro?

O senador sabia tanto do incômodo, da inoportunidade da visita, que adentrou à Casa Branca com frase decorada pra dizer 'sim' à entrega de terras raras e ao enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas.

Ou seja, conversa fiada com abordagem escolhida para agradar o big boss do Salão Oval, que já havia tratado disso com Lula em audiência oficial e de grande repercussão.

Mas não agradou.

A foto postada pelo filho de Jair Bolsonaro, uma exaltação ao ridículo, é emblemática demais para suscitar dúvida.

A postura e a expressão facial mostram Flávio em pé, com clássico ar de mordomo (só faltou a bandeja com o copo de uísque) enquanto Donald Trump, sentado, esboça um riso caricato como a indagar '"o que diacho estou fazendo aqui".

Um vexame sim senhor.

Para enfatizar mais ainda o papel grotesco do pretenso estadista recebido como 'um qualquer', Trump ainda elogiou Lula, o presidente que, no início deste mês, recebeu efusivo e sorridente, com tapete vermelho estendido e a quem chamou de estadista "dinâmico e inteligente".

Forçar a barra dá nisso.

O governante mais poderoso e mais bem informado do mundo sabe do caso Master e, claro, conhecia as intenções de Flávio ao se esforçar tanto para visitá-lo em momento tão inoportuno. Daí a encenação debochada na hora da foto histórica.

Sem ter nada a ver com isso, Lula se divertiu à bessa com a bisonhice de seu possível opositor,
enquanto assessores do Planalto galhofam aconselhando Flávio a buscar consolo e implorar perdão a outro personagem - o Papa Leão XIV no Vaticano.

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Sobre o blog

Iniciou-se no Jornalismo como redator do Diário de Pernambuco. Foi editor do Diário da Borborema (PB) e do Jornal de Alagoas. Exerceu os cargos de secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió e do Estado de Alagoas.

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