Renan tenta indenizar aposentados do IPREV - com dinheiro do FGC - mas Eudócia Caldas fica contra

Em janeiro, senador alagoano criou GT no Congresso Nacional para acompanhar investigação das fraudes do Banco Master

Por Blog do Romero 27/05/2026 16h04
Renan tenta indenizar aposentados do IPREV - com dinheiro do FGC - mas Eudócia Caldas fica contra
Renan encaminha projeto para indenizar aposentados do IPREV com verba de Fundo Garantidor - Foto: Reprodução

Quem entende minimamente de política encerra a leitura no título:
"Eudócia acusa Renan Calheiros de atuar em favor do Banco Naster".
Primeiro, esqueceram de dizer à mãe de João Henrique Caldas, o JHC, que o Master foi liquidado pelo Banco Central. Simplificando: deixou de existir. Logo, não pode ser beneficiado, nem com auxílio do Mister M.

Além disso, atos e fatos abundantes desmontam a tática de Eudócia Caldas tentando ligar o nome de Renan à derrocada do extinto banco de Daniel Vorcaro.

Aqui, um lembrete: o ex-prefeito de Maceió, JHC, filho de Eudócia, é pré-candidato a governador e tem como adversários o senador Renan Filho e o bloco político do senador Renan Calheiros.

Aos fatos.

Em 15 de janeiro último, o Congresso em Foco publicou:
-- Renan Calheiros cria GT para acompanhar investigação do Banco Master.

Para quem não sabe, Renan é o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e, ao criar o Grupo de Trabalho, asseverou:
-- A CAE do Senado vai acompanhar de perto as fraudes do Banco Master, uma das maiores da história. O Senado não se curva a abusos do sistema financeiro.

Em fevereiro, o CNN Brasil destacou:
"Fiscalização envolvendo o Master será permanente", diz Renan Calheiros.
E então, quem age assim está querendo beneficiar o Banco falido?

Aos atos.

Na semana passada, o mesmo senador Renan Calheiros apresentou no Congresso Nacional projeto que obriga o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a indenizar fundos previdenciários que perderam bilhões de reais comprando títulos podres do Master.

Aí, tremenda ironia: a proposta de Renan beneficia, diretamente, não o Banco liquidado, mas, quem diria, o IPREV.

Trata-se do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Maceió, que comprou títulos fraudados do arrombado Master e perdeu R$ 117 milhões.

E isso aconteceu quando o prefeito de Maceió, o gestor das contas do município, era João Henrique Caldas, o JHC.

Ao contrário do que diz Eudócia Caldas, Renan quer cobrir o prejuízo do IPREV com recursos do FGC, que é um Fundo do próprio sistema bancário e, portanto, não lida com dinheiro público...

Agora, o que se sabe, porque já amplamente divulgado, é que a Polícia Federal está investigando gestores e fundos de previdência que torraram dinheiro de servidores no incêndio do lacrado Banco Master.

Um dos gestores, Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, acaba de ser alvo de operação da Polícia Federal investigando precisamente o despejo de dinheiro dos aposentados cariocas no cofre sem fundo de Daniel Vorcaro.

A propósito, a PF já pediu ao Supremo Tribunal autorização para investigar também o IPREV de Maceió.

Expectativa geral, clima tenso no âmbito da Prefeitura. Fora, avaliações convergentes: se a PF entrar em ação, o ex-prefeito JHC será um dos alvos, como foi o ex-governador do Rio de Janeiro.

Enquanto isso, por sua disposição de investigar o escândalo do Master até as últimas consequências, Renan Calheiros atrai aliados no Senado e agora está sendo induzido a propor que o Ministério Público, Supremo Tribunal e Polícia Federal investiguem também o que está por trás das acusações de Eudócia Caldas tentando associar seu nome ao de Daniel Vorcaro.

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Sobre o blog

Iniciou-se no Jornalismo como redator do Diário de Pernambuco. Foi editor do Diário da Borborema (PB) e do Jornal de Alagoas. Exerceu os cargos de secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió e do Estado de Alagoas.

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