Explosivo: 'Bomba Ciro' acende pavio diante de Flávio Bolsonaro em meio a escândalo do Banco Master
Operação da Polícia Federal revela como senador agiu para ajudar Banco falido e liquidado
Uma bomba chamada Ciro Nogueira, senador bolsonarista de carteirinha, acaba de explodir causando estragos ainda incalculáveis. Quem é o personagem? Senador pelo Piauí, Ciro Nogueira é o presidente nacional do PP (Partido Progressista) e se projetou como ministro e amigo, isso mesmo, de Jair Messias Bolsonaro. O PP é também a legenda do alagoano Arthur Lira.
Então presidente da República, Bolsonaro levou Ciro para dentro do Palácio do Planalto, onde o alojou com os poderes de Ministro da Casa Civil.
O que Ciro fez
De bom, nada. Ele se uniu ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de quem passou a receber mesada regularmente, segundo apurou a Polícia Federal.
Largou com R$ 300 mil, mas, com atuação legislativa a favor de Vorcaro, a propina pode ter chegado aos R$ 500 mil mensais, ainda dependene de aprovação de Daniel Vorcaro, segundo a investigação.
Um projeto venal
Ciro tinha o mandato e Vorcaro, dinheiro, muito dinheiro. Bilhões de reais, dólares, euros, imóveis, o escambau.
Pois bem, quando o Master trincou, já prevendo a desgraceira, Daniel Vorcaro cobrou e Ciro atendeu de pronto: valeu-se de uma emenda constitucional para aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o valor a ser pago a cada cliente de banco falido, isto é, liquidado pelo Banco Central, de acordo com o inquérito da PF.
Investigação fulminante
Tudo isso veio à tona, qual estrondosa erupção vulcânica, no curso da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, mirando sobretudo alvos políticos envolvidos com as falcatruas de Daniel Vorcaro.
Não é mais pavio ou simples estopim. É bomba de efeito devastador no colo dos Bolsonaros - atinge o Jair (atualmente preso em domociliar após condenado pela trama golpista), grande aliado de ontem, e o filho Flávio, o parceiro escolhido pelo capitão para disputar a presidência com Lula com apoio de Nogueira.
O baque é imenso
Tudo descoberto pela PF está devidamente documentado em gravações e textos.
O mais grave: a investigação federal coloca o escândalo do Banco Master no colado à família Bolsonaro, até porque o então presidente Jair Messias recebeu a bagatela de R$ 3 milhões repassados a sua conta pessoal pelo banqueiro Vorcaro.
O dado é inquestionável visto que foi revelado, em entrevista, por Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, o partido dos Bolsonaros.
Sem contestação
A essa altura, com tudo a descoberto, será inócuo contestar a origem da investigação dos federais: não partiu de ministros 'inimigos' de Bolsonaro - Alexandre Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino, Cristiano Zanin...
Quem está à frente do rumoroso caso do Master, no Supremo Tribunal (e ordenou a investigação), é precisamente André Mendonça, ministro escolhido e nomeado pelo próprio Jair Messias Bolsonaro, quando presidente da República.
A defesa de Ciro Nogueira nega as acusações.


