Por que o senador Renan votaria contra uma escolha institucional de Lula para o Supremo Tribunal?
Ou insinuação, alimentada por setores da mídia, não passa de cretinice de inimigos gratuitos?
Antes de qualquer consideração, uma perguntinha: o que os senadores Renan Calheiros e Renan Filho ganhariam votando contra a escolha de Lula - um advogado íntegro e qualificado - para ocupar vaga no Supremo Tribunal?
A resposta óbvia é nada, absolutamente nada, seguida de outra questão, com perdão da ironia: será que Renan pai resolveu contrariar Lula só para retribuir a escolha de Renan Filho para comandar o Ministério dos Transportes no atual governo?
Ou, quem sabe (mais ironia) para agradecer ao presidente por ter nomeado George Santoro (ex-secretário da Fazenda muito admirado pelos alagoanos) como sucessor de Renan Filho no importante ministério?
Já não importa muito saber de onde partiu a insinuação cretina, até porque todo político influente, protagonista, como Renan Calheiros, tem inimigo gratuito dentro, fora do governo e até na arquibancada. Faz parte...
Aos que ainda não sabem, faz sentido o lembrete: Lula e Renan são amigos e companheiros há décadas. Correligionários leais há muitos anos. Nas eleições, nacionais, regionais e estaduais, marcham unidos e coesos. Nos tempos de governo são convergentes nas ações de interesse do povo e da nação.
Iniciado no antigo PC do B, Renan é um emedebista histórico mas, na presidência do Senado, preservou a remuneração e a elegibilidade da então presidente petista Dilma Rousseff, ao final do processo de impeachment que lhe tomou o mandato. Um gesto marcante de consideração a uma grande amiga e aliada de Lula, que a fizera ministra de Minas e Energia e, depois, ocupante do Palácio do Planalto.
Quanto à relação política entre os dois - tem sido assim em sucessivas batalhas eleitorais - é de apoio mútuo sem nunca ignorar o objetivo comum de trabalhar por Alagoas e pelo Brasil.
Portanto, insinuar traição, de um ou outro, não pega, não funciona sequer no meio político, mas vale uma advertência: quem risca o fósforo quer, na verdade, alcançar os incautos e desatentos.
O episódio deve ser visto como emprego de pilantragem barata, mas não para incomodar o presidente, pois Lula não é criança nem principiante para cair em armadilha chula ou para se deixar contaminar por esse tipo de disparate.
Setores da mídia valorizam, exploram, especulam, mas Lula é um vacinado convicto contra o vírus da patifaria.
Já o cidadão comum, mormente o menos informado, precisa se proteger buscando a verdade e rechaçando os frutos do mau-caratismo.
Os senadores, em cima da hora, já se manifestaram a respeito.
Sem dar bolas para o vale-tudo da política rasteira, Renan pai e Lula estão prontos para mais uma batalha eleitoral e com posições claramente definidas:
- Lula presidente
- Renan Filho governador
- Renan pai senador
Fora dessa conjunção gravitacional, tudo não passa de intrigas, boatos e ilações mentirosas.


