Coopaq amplia produção e gera desenvolvimento no Litoral Norte de Alagoas
Cooperativa se tornou referência no Estado a partir do beneficiamento de coco com 828 famílias no campo
Localizada no município de Matriz do Camaragibe, na região do Litoral Sul de Alagoas, a Cooperativa dos Agricultores Qualificados – Coopaq celebra conquistas com a ampliação dos produtos fabricados pela unidade industrial de alimentos, referência no estado, por meio do beneficiamento de coco com 828 famílias no campo, trabalhando a cultura do coco na região. Atualmente, a operação da fábrica emprega 162 pessoas, na parte administrativa e industrial, de forma direta, movimentando a economia da região.
De acordo com Rômulo Dantas, presidente da cooperativa, na indústria são fabricados coco ralado, leite de coco engordurado, virgem e extravirgem. “Começamos com um projeto pequeno que foi evoluindo a cada ano, sendo ajustado à nova realidade de mercado, atendendo a todas as exigências operacionais. Hoje, temos uma indústria moderna que busca sempre o desenvolvimento da agricultura familiar alagoana, gerando mais emprego e renda para a população”, destacou.
Segundo Dantas, o coco chega do campo à unidade industrial já descascado. “Aqui, ele é pesado em um processo que é conferido pelo agricultor. Em seguida, o coco é colocado em uma estrutura para ser direcionado ao processo de cozimento, semelhante ao de uma panela de pressão. Com isso, as pessoas que fazem a ‘quebragem’ recebem os cocos pré-cozidos para que a polpa do fruto possa sair com mais facilidade”, declarou ele, afirmando que o coco beneficiado na fábrica tem origem em plantações existentes nos municípios da região, a exemplo de Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres.

Nesse cenário, a preocupação com o preço pago ao agricultor é uma constante na cooperativa. “O agricultor tem que trabalhar com um preço justo para que ele possa se manter bem e para que a gente possa ter um preço adequado, mantendo-nos competitivos no mercado. Essa relação não pode deixar de existir”, reforçou, destacando que o Litoral Norte de Alagoas é uma região histórica na produção de coco no estado.
Dantas reforça que, diante de um trabalho contínuo de formação e assistência técnica, a cooperativa segue avançando, introduzindo o coco híbrido e incentivando o plantio.
Na linha de produção, após a retirada da quenga e da polpa, um dos processos consiste na retirada de uma película que reveste a polpa e que é usada para a produção de óleo vegetal, sendo o resíduo utilizado como ração animal. “A gente também vende esse material para outras indústrias”, reforçou Dantas, lembrando que algumas das máquinas utilizadas na linha de produção foram desenvolvidas por engenheiros da própria cooperativa. “Com isso, vamos adaptando o que for possível ao nosso dia a dia para que possamos ter uma produção melhor. Assim, levamos o que há de melhor do campo para a mesa do consumidor”, afirmou.

De acordo com o presidente da Coopaq, por dia, a fábrica gera, no caso da gordura já seca, entre 2,5 mil e 4 mil toneladas de coco. Atualmente, a empresa comercializa, entre outros produtos, o coco ralado integral em pacotes de dez quilos, que são vendidos para indústrias de Alagoas e de outros estados, onde podem ser transformados em leite de coco, coco ralado médio e integral, entre outros produtos.
“Aqui, tanto fornecemos para outras agroindústrias como atendemos o varejo. Isso depende muito da época do ano, das demandas e dos contratos firmados. A produção ocorre durante todo o ano e, quando chega a primavera e o verão, aumentamos mais um turno, ampliando a produção. É um período em que há maior exposição solar, resultando em mais produção, enquanto no inverno reduzimos um turno”, destacou Dantas, afirmando que a realidade de uma agroindústria atende a todos os produtores. “Com isso, o agricultor se sente importante por saber que pode contar com uma indústria instalada e cuidar da sua lavoura a longo prazo. Uma cultura perene como o coco representa anos e anos de esforço e dedicação. Na Coopaq, somos o único grupo que trabalha esse segmento até a Mata Sul de Pernambuco”, finalizou, lembrando que um pé de coco plantado agora começa a produzir em cerca de três anos, tendo uma vida ativa de mais de 60 anos.



