Colheita inédita de crisântemos reforça potencial da Zona da Mata para a floricultura

Com uma produção média de três mil flores em um ciclo de 80 dias, o produtor consegue lucrar aproximadamente R$2.400 após descontar todos os custos

Por ASCOM SEBRAE-AL 18/02/2026 10h10
Colheita inédita de crisântemos reforça potencial da Zona da Mata para a floricultura
A iniciativa, que reúne 20 agricultores em Viçosa e outros 10 em Mar Vermelho, faz parte do projeto Plantas e Flores Ornamentais Temperadas do Sebrae Alagoas. - Foto: ASCOM SEBRAE-AL

Os tons de verde e ocre das lavouras tradicionais de Viçosa começaram a dividir espaço com uma paleta de cores vivas e vibrantes. A primeira colheita de crisântemos do município traz um novo visual para a paisagem da Zona da Mata e inaugura um ciclo de transformação econômica. A iniciativa prova que o solo alagoano é fértil não apenas para os alimentos que vão para o prato, mas também para a beleza que alimenta a alma e, principalmente, o bolso do produtor rural.

Já nas primeiras semanas desta chamada “safra de aprendizado”, os produtores perceberam a viabilidade do negócio. A iniciativa, que reúne 20 agricultores em Viçosa e outros 10 em Mar Vermelho, faz parte do projeto Plantas e Flores Ornamentais Temperadas do Sebrae Alagoas. Em parceria com as prefeituras dos dois municípios, que tem como objetivo buscar novas possibilidades econômicas, levando em consideração as características do solo e climáticas da Zona da Mata alagoana, que se mostraram muito promissores para a cultura de gladíolos e sansevierias, conhecidas também como espadas-de-são-jorge.

De acordo com o produtor Gênesis Geraldo Monteiro Cavalcante, um dos nomes à frente da propriedade modelo de crisântemos em Viçosa, as flores podem ser um bom negócio para as propriedades rurais da região. Mesmo com os custos com irrigação, energia, adubação e mão de obra, a atividade é lucrativa mesmo em pequenos espaços.

Bastam três canteiros com área de 22 metros quadrados e o manejo correto para que o crisântemo, palavra que vem do grego e significa “flor de ouro”, faça jus ao retorno financeiro. Com uma produção média de três mil flores em um ciclo de 80 dias, o produtor consegue lucrar aproximadamente R$2.400 após descontar todos os custos. Para garantir a circulação de renda, Gênesis explica que a estratégia é organizar o plantio nos canteiros para colher em semanas diferentes e garantir o capital de giro. 

Para o diretor técnico do Sebrae Alagoas, Keylle Lima, o projeto Plantas e Flores Ornamentais Temperadas demonstra, na prática, como a diversificação produtiva pode transformar a realidade do agricultor familiar. Segundo ele, a atuação do Sebrae começa no planejamento e segue até o acesso ao mercado, com assistência técnica, capacitações e orientação contínua, garantindo mais segurança para que o produtor inove de forma sustentável.

“Em Viçosa e Mar Vermelho, estamos acompanhando o surgimento de uma nova cadeia produtiva, que gera renda, valoriza o território e comprova que a floricultura é uma alternativa real e viável para a Zona da Mata alagoana”, destaca.

AL Rural

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