Potencial de Renan Filho é imenso, mas 'rolo compressor' caminha para decidir a sucessão
Quase dois terços dos alagoanos aprovam governo de Paulo Dantas com obras em todo Estado
Lula foi reeleito pela terceira vez, em 2022, não porque mudou ou porque propôs algo novo, mas pelo que realizou cumprindo os dois primeiros mandatos. Obras foram muitas, na educação, saúde e infraestrutura, mas o peso maior veio dos programas sociais.
A vitória contra Bolsonaro - que quase nada tinha para apresentar - mostrou que o eleitorado brasileiro vota no candidato, mas prioriza, especialmente, quem faz e quem realiza deixando 'marcas vivas'.
Hoje, mesmo com idade avançada (e perfeita lucidez), Luiz Inácio caminha para conquistar o quarto mandato presidencial - não importa o adversário - e as pesquisas atestam tal projeção.
Muito bem, plano federal. E em Alagoas?
A sucessão estadual tem candidato que, a exemplo de Lula, carrega em seu histórico o mérito de haver transformado Alagoas em um estado viável, com economia multisetorial, não mais dependente da monocultura da cana e da exportação do açúcar processado nas usinas, como no passado.
Renan Filho, político de partido único - MDB - foi prefeito de Murici e deputado federal, antes de assumir o governo de Alagoas em 2015. A situação então era de falência, insolvência total, mas ele se cercou de um secretário da Fazenda excepcional - George Santoro - e deu a volta por cima. Um ajuste fiscal draconiano equilibrou as finanças, ajustou a máquina, a receita cobriu as despesas e Alagoas respirou visualizando um novo tempo.
A lembrança do que foi o governo de Renan Filho segue viva na memória dos alagoanos, sobretudo dos que viajam internamente, dos que passaram a viver em um estado mais seguro, dos que foram atendidos nos novos hospitais e UPAs, dos que mataram a sede com o avanço do Canal do Sertão, dos que puderam matricular seus filhos em escolas de tempo integral, dos servidores públicos, que passaram a receber seus salários em dia e corrigidos.
Em 2022, quando renunciou para concorrer ao Senado, Renan Filho ainda deixou muitas, inúmeras obras em andamento. E qual era o temor? As pessoas comentavam: "Se não houver continuidade, se o sucessor não tiver compromisso com os projetos em execução, Alagoas terá as obras descontinuadas e o prejuízo para a população será inestimável". Foi aí que, unidos, os líderes governistas (Renan Filho, Marcelo Victor, Renan Calheiros, Ronaldo Lessa) atuaram juntos e garantiram a eleição do então deputado estadual Paulo Dantas para assumir o governo. Primeiro, na Assembleia Legislativa. Depois, o povo decidiu nas urnas.
Mas a oposição minguante recorreu ao tapetão com ações judiciais sem fundamento e sem sentido. Tentou impedir a candidatura de Dantas e, vencida no voto, manobrou para cassá-lo. Derrotada aqui, apelou ao Superior Tribunal de Justiça e festejou uma decisão intermediária, mas perdeu feio e saiu humilhada quando o veredito conclusivo coube ao Supremo Tribunal Federal.
A partir daí, com as forças da situação somando energia e conjugando esforços, Paulo Dantas não apenas sequenciou o trabalho de Renan Filho, como avançou ainda mais em duas frentes: com obras de pequeno, médio e grande porte, como rodovias, postos de saúde, creches, escolas de tempo integral, CISPs, pontes, viadutos e até aeroporto (o de Maragogi, no Litoral Norte) e com programas sociais que mudaram a vida de grande parcela da sociedade alagoana como o Cartão CRIA, o Alagoas Sem Fome, o Cartão Nota Dez, o Daqui Pro Mundo. Um 'rolo compressor' empurrando Alagoas para um lugar de destaque na cena nacional. Em outubro/25, mais uma notícia ganhava repercussão no país com o governador comunicando um volume inédito de concursos públicos com milhares de vagas em todos os setores da administração estadual.
Em outro lance, surpreendente, o chefe do Executivo contemplou os 11 municípios da área Metropolitana de Maceió com um pacotão de obras estruturantes cujo montante destinado deixou os críticos de queixo caído: cinco bilhões de reais, devidamente reservados.
Esse, em breve resumo, o 'rolo compressor' com potencial para influir no resultado do processo sucessório deste ano. Não se trata de opinião, mas de uma realidade comprovada por pesquisas. Números incontestáveis. Em dezembro/25 várias sondagens mostraram Paulo Dantas com mais de 62% de aprovação. Ou quase dois terços do eleitorado alagoano. Um salto gigantesco, se levado em conta o resultado de sondagens preliminares. Mas com explicação plausível: nunca se viu tantas obras em execução na Grande Maceió e nos municípios de todo o Estado. O reflexo era previsível. Convivendo com a realidade materializada, visível e palpável, a população passou a reconhecer e aplaudir o governador.
Por tudo que está fazendo, certo, mas também por abrir mão de novo mandato, por desistir de participar da eleição para se dedicar com exclusividade às ações do governo, Paulo Dantas cresceu e ganhou pontos ao colocar os interesses do Estado e dos alagoanos acima de suas pretensões pessoais. E é a soma de tudo isso que faz do governador um 'rolo compressor' em termos de realizações concretas cuja influência no processo eleitoral só será devidamente mensurada quando a campanha começar pra valer.
Até lá, certeza absoluta, a divulgação dos feitos da gestão Paulo Dantas ganhará projeção e amplitude chegando à opinião pública com mais rapidez e precisão, graças ao um Grupo Oficial criado pela Agência Alagoas, reunindo operadores de sites e blogs de alto nível (carga total na web).
Todos, vale dizer, já passaram a receber notícias quentes, agenda detalhada do governador, roteiros de pauta e textos de apoio. Assim, em vez de precisar acessar o material acionando buscas, como antes, agora recebem tudo via informes seletivos, tratando-se de mais uma iniciativa inovadora da gestão do mestre Wendel Palhares no comando da Secretaria Estadual de Comunicação.
EM TEMPO - Nova sondagem (a primeira de 2026) da TDL Pesquisa & Marketing, realizada entre os dias 23 e 25 deste mês, revela que a aprovação ao governo de Paulo Dantas avançou de 62% para 65%, o que eleva ainda mais a influência que o governador alagoano terá no processo sucessório estadual.


