O que os números de 2025 indicam sobre o mercado imobiliário urbano em 2026
Imóveis compactos, renda com locação e maior seletividade do investidor redesenham o setor mesmo em um cenário de juros elevados
O fechamento de 2025 confirma que o mercado imobiliário urbano entrou em um novo ciclo. Em um ambiente marcado por juros elevados, crédito mais restrito e maior cautela por parte dos investidores, os dados apontam para um reposicionamento claro do imóvel como ativo de renda, liquidez e proteção patrimonial, desde que bem localizado e alinhado à demanda real.
Na capital paulista, os imóveis compactos passaram a concentrar 57% das vendas de lançamentos entre 2024 e 2025, segundo dados consolidados do setor. Em bairros consolidados, studios já ultrapassam R$ 35 mil por metro quadrado, refletindo a combinação entre escassez de oferta bem localizada, mudanças no perfil dos domicílios e maior busca por produtos com facilidade de locação e revenda.
A leitura desses números indica que o movimento não é pontual. Trata-se de uma transformação estrutural na forma como o investidor avalia risco, retorno e uso do imóvel nas grandes cidades.
Por que os compactos ganharam protagonismo
Analistas e incorporadoras com atuação urbana apontam três vetores principais. O primeiro é urbano: localização e infraestrutura passaram a ter mais peso do que metragem. O segundo é financeiro: em ciclos de juros elevados, imóveis de menor ticket tendem a preservar maior liquidez. O terceiro é comportamental: cresce a demanda por imóveis que possam alternar entre moradia, locação tradicional e modelos flexíveis.
Essa combinação ajuda a explicar por que projetos concentrados em regiões consolidadas seguem apresentando maior absorção, mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador. A experiência observada ao longo de 2025 por incorporadoras como a Capital Concreto confirma esse movimento, especialmente em bairros com demanda permanente e forte vocação urbana, como Jardins e Brooklin.
Renda imobiliária volta ao centro da decisão
Outro destaque de 2025 foi o comportamento do mercado de locação. Os aluguéis residenciais registraram alta média de 15%, enquanto a rentabilidade anual do imóvel atingiu cerca de 19%, considerando valorização patrimonial e renda com aluguel. O dado reforça o papel do imóvel como alternativa concreta de geração de renda recorrente em um cenário de maior volatilidade financeira.
Paralelamente, o crescimento do short stay e da locação flexível ampliou o mercado endereçável para imóveis bem localizados. A maior maturidade das plataformas digitais e a profissionalização da gestão tornaram esse segmento parte relevante da estratégia de renda, sem descaracterizar o imóvel como ativo de longo prazo.
Investidor mais cauteloso e mais técnico
Pesquisas recentes da B3 e da CVM indicam que o investidor brasileiro segue majoritariamente alocado em renda fixa, mas demonstra interesse crescente em diversificar a carteira com ativos reais. A diferença em relação a ciclos anteriores está no nível de exigência: localização, demanda comprovada e liquidez passaram a pesar mais do que expectativas genéricas de valorização futura.
A leitura de mercado observada ao longo de 2025 indica um investidor menos impulsivo e mais analítico, que busca entender a vocação econômica do imóvel antes da decisão de compra.
Projeções para 2026
As projeções para 2026 indicam a continuidade desse cenário. Mesmo com a Selic mantida em patamares elevados e um ambiente de crédito ainda restritivo, o mercado tende a seguir ativo em nichos específicos, como imóveis compactos, bem localizados e voltados à renda.
Dentro desse contexto, a Capital Concreto projeta um VGV de R$ 680 milhões
em projetos que devem ser lançados para venda de unidades ao longo
de 2026, mantendo foco em regiões consolidadas e em novas áreas da
capital paulista que apresentam melhor equilíbrio entre demanda,
liquidez e retorno ajustado ao risco.
Um mercado mais maduro
O balanço de 2025 aponta para um mercado imobiliário mais racional, menos dependente de crédito abundante e mais orientado por fundamentos urbanos e financeiros. Para o leitor e investidor, o recado é claro: o imóvel segue relevante como ativo de proteção e renda, mas exige leitura criteriosa de contexto, produto e localização.
Ao analisar esse novo ciclo, a Capital Concreto avalia que a mudança é estrutural.
“Não é um mercado menor, é um mercado mais criterioso. O investidor está menos disposto a apostar e mais interessado em entender vocação, liquidez e capacidade real de geração de renda. Projetos bem localizados, com demanda comprovada e uso claro tendem a atravessar ciclos econômicos com mais estabilidade, independentemente do nível juros”, afirma Marcelo Menezes, sócio fundador da Capital Concreto.
SERVIÇOS:
Site:https://cconcreto.com.br/
João Costa é Jornalista, Assessor de Imprensa, é Membro da API (Associação Paulista de Imprensa), é "Prêmio Odarcio Ducci de Jornalismo, é "Prêmio de Comunicação pela ABIME – Associação Brasileira de Imprensa de Mídia Eletrônica, Digital e Influenciadores, é Prêmio Iberoamericano de Jornalismo, é Referência em Comunicação pela Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação – ANCEC, tem reconhecimento por Direitos Humanos pelo Instituto Dana Salomão e Menção honrosa do Lions Clube Internacional- Rio do janeiro. Teve participação ativa em eventos da Embaixada do Gabão no Brasil em Brasília, tendo inclusive, sido intérprete de discurso a convite do Embaixador do Gabão no Brasil, em jantar beneficente, com a presença do Vice-Presidente da República Federativa do Brasil. O mesmo possui participação em workshops, webinars, congressos e conferências.


