Cooperativa Pindorama expande primeiro Boitel do Nordeste e fortalece pecuária em AL

Projeto de hotel para bovinos, em Coruripe, abriga mais de 2 mil animais e vira estratégia para produtores enfrentarem o período de seca

Por Danilo Silva* com Alagoas Rural 19/01/2026 14h02
Cooperativa Pindorama expande primeiro Boitel do Nordeste e fortalece pecuária em AL
Boitel é uma iniciativa pioneira em Coruripe realizada pela Cooperativa Pindorama - Foto: Reprodução/Alagoas Rural

O projeto "Hotel do Boi" (Boitel), iniciativa pioneira da Cooperativa Pindorama no município de Coruripe, está em plena fase de expansão. Sendo o primeiro confinamento coletivo de bovinos de todo o Nordeste, a estrutura já abriga mais de 2 mil animais e tem a meta de dobrar essa capacidade nos próximos 60 dias, atingindo a marca de 4 mil cabeças de gado.

Em entrevista no quadro Campo Empreendedor, do programa Alagoas Rural, o Presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos, diz que a iniciativa surge como uma solução estratégica para o pecuarista alagoano. O objetivo principal é oferecer um refúgio e suporte nutricional durante os meses de seca e escassez de pastagem, transformando um período de possível prejuízo em oportunidade de ganho.

“A gente criou essa ideia e, naturalmente, a intenção aqui é a gente oferecer uma oportunidade para o pecuarista de Alagoas no período de seca, mais difícil, de pasto escasso — a gente ter um refúgio para eles, né? Então aqui atende o cooperado e também atende ao não cooperado, aquele pecuarista que acha isso aqui um negócio lucrativo”, disse Klécio.

Como funciona o modelo de negócio


O Boitel funciona como um sistema de confinamento compartilhado. O pecuarista, seja ele cooperado ou não, envia seus animais para a estrutura da Pindorama, onde recebem acompanhamento de profissionais especializados, incluindo zootecnistas e tratadores.

O diferencial lucrativo está na divisão do ganho de peso. O produtor fica com 25% de todo o peso que o animal ganhar durante a estadia no confinamento. Então, ao invés de gastar para manter o peso do gado ou ver os animais emagrecerem no pasto seco, o pecuarista tem a garantia de rentabilidade. Se o animal for de boa genética, o ganho para o produtor pode chegar a meia arroba por mês.

“Está sendo uma coisa rentável e interessante para a cooperativa, mas também muito mais interessante, eu acho, para o pecuarista — Porque ele tem a segurança de ganhar 25% do que o boi ganhar aqui dentro”, explicou o presidente.

Expansão e Economia Circular


Segundo o presidente Klécio Santos, o sucesso do primeiro ano do projeto impulsionou a ampliação imediata. Novos currais e estruturas de cochos já estão sendo instalados para atender a uma lista de espera de produtores interessados.

Além do benefício direto ao pecuarista, o projeto fortalece a economia circular da região, utilizando subprodutos da própria indústria da cooperativa para a alimentação do gado, reduzindo custos e maximizando a eficiência produtiva no campo.

*Estagiário sob supervisão

AL Rural

Blog sobre o setor rural de Alagoas

News title
Pesquise no blog
Sobre o blog
Arquivo