Goleada sem reação atesta situação extremamente delicada do CSA
Na derrota para o Sport Recife jogadores esqueceram do pacto firmado com a diretoria e torcedores por uma virada de chave no campeonato
Após a sofrida vitória contra o Brusque/SC na última terça (09), o CSA sofreu uma goleada no sábado contra o Sport jogando em Recife. A derrota não poderia vir em um pior momento e fez com que o clube caísse mais uma posição no Z-4 ficando na 18ª colocação da série B.
Mas, como foi frisado em jogos anteriores, o problema principal não foi a derrota em si. A falta de força no meio e ataque inviabiliza qualquer chance do time ter buscado a vitória. CSA tem sido ainda mais inerte, é facilmente dominado e não mostra qualquer poder de reação.
A última boa partida foi no empate contra o Cruzeiro, no Estádio Rei Pelé (jogo válido pela 19ª rodada, em 20 de julho). O Azulão teve boas chances naquela oportunidade e poderia ter vencido a partida.
Roberto Fernandes mexe na escalação
Na tentativa de dar mais fôlego à equipe, o recém-chegado técnico Roberto Fernandes começou o jogo contra o Sport sem o meia Canteros e o atacante Osvaldo. Ambos não estão bem fisicamente e a intenção do treinador foi a de dar uma maior pegada física com a entrada de primeira do atacante Lucas Barcelos e uma linha de defesa com três zagueiros (Lucão, Werley e Douglas. Não funcionou e o final foi uma goleada por 4x0.
Contra o Vasco na quinta-feira (18) em Maceió, o time deve novamente passar por mudanças na escalação com o retorno de Marcelo Carné e a necessidade de buscar a vitória fará com que Roberto Fernandes arme um time que possa possibilitar uma maior produção ofensiva.
O problema é quais jogadores no elenco vêm mostrando capacidade para mudar o cenário desanimador. É jogar jogo a jogo, torcer por uma evolução do time e para que os concorrentes na tabela ao menos não vençam os seus jogos. Situação difícil!
Nicollas Albuquerque é graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas, pós graduado em Educação, Engenharia e Direito do Trânsito e em Políticas e Gestão de Segurança Pública. Já trabalhou na Assessoria de Comunicação da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), Assessoria de Comunicação da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Maceió (SMTT/Maceió), realizou e realiza trabalhos independentes na área de comunicação como colaborador. É um entusiasta do bom futebol e acompanha o CSA desde criança, chegando até jogar pelo clube do coração na infância.
A Coluna Azulão na Real vai analisar, sempre de forma crítica, os desempenhos, jogos, eventos e as informações que circundem o Centro Sportivo Alagoano. Uma das maiores torcidas de Alagoas tem aqui um espaço para chamar de seu e fica um convite ao diálogo, debate e interação, sempre de forma respeitosa, com o objetivo de discutirmos tudo que envolve o maior clube de Alagoas.


