Agro

Curso de inseminação artifical busca ampliar a produtividade leiteira em Alagoas

Capacitação aproxima produtores de técnicas avançadas no melhoramento genético

Por Redação com Assessoria* 19/10/2026 09h09 - Atualizado em 19/10/2026 09h09
Curso de inseminação artifical busca ampliar a produtividade leiteira em Alagoas
Secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Marcelo Melo, destacou a importância da capacitação - Foto: Tatiane Bastos / Ascom Seagri

O acesso a técnicas de melhoramento genético pode ajudar a aumentar a produtividade e a renda de pequenos pecuaristas em Alagoas. Em Olivença, o produtor rural Max Redel, que administra com o pai e o irmão uma propriedade com 40 vacas, participou de um curso de inseminação artificial para modernizar o manejo reprodutivo do rebanho.

Atualmente, o leite produzido pela família é comercializado para laticínios da região, mas a reprodução dos animais ainda ocorre por monta natural. Com a capacitação, Max pretende aplicar o conhecimento na própria fazenda e compartilhar a técnica com produtores vizinhos.

“Na fazenda, a monta ainda é natural, ainda não usamos a inseminação artificial. Agora, estou preparado para levar esse aprendizado para a minha propriedade e os amigos vizinhos. Isso vai ajudar a aumentar nossa produção, porque poderemos usar materiais genéticos melhores, disponíveis no mercado”, ressaltou Max.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Marcelo Melo, destacou que a formação amplia as possibilidades de modernização das propriedades rurais, inclusive as de menor porte. Segundo ele, a técnica contribui para o melhoramento dos rebanhos de corte e leite, além de agregar valor à produção.

“Quando investimos em cursos, estamos investindo diretamente na autonomia do produtor rural e dos profissionais que podem atuar nas fazendas. Essa capacitação aproxima a modernização dos pequenos produtores, ou seja, é uma porta de acesso à boa genética, ao aumento da produtividade e à melhoria da renda no campo. Hoje, Alagoas se tornou referência na capacitação de inseminação artificial no setor agropecuário, o que demonstra a credibilidade e a qualidade do trabalho desenvolvido”, explicou o secretário.

A iniciativa conta com parceria da Prefeitura de Batalha e apoio da Emater Alagoas e da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal). Para o prefeito Wagney Dantas, a capacitação também pode ampliar as oportunidades de trabalho dos participantes junto à agricultura familiar.

“Esses alunos, em sua grande maioria, só trabalhavam no manejo de grandes produtores. Agora, eles poderão prestar serviço também para a agricultura familiar, levando uma técnica importante para disseminar boa genética para produtores familiares”, destacou.

Leite na economia


A cadeia produtiva do leite é uma das principais atividades econômicas do estado. Dados do Centro de Inteligência da Embrapa apontam que Alagoas ocupou a sétima posição nacional em produtividade leiteira em 2025. No mesmo ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou o leite como o produto de maior valor da pecuária alagoana.

Marcelo Melo também ressaltou a importância das políticas de incentivo ao setor, incluindo a compra de cerca de um milhão de litros de leite por mês de mais de 3 mil produtores alagoanos, por meio de ações do governo estadual.

“Formar essa turma durante a Expo Bacia Leiteira se torna especial porque é aqui que a gente vê o quanto a atuação do governo ajuda os produtores locais. A Seagri capacita esses alunos – o que também incentiva a melhoria e aumento da produção do setor leiteiro –, e também compra cerca de um milhão de litros de leite por mês de mais de 3 mil produtores alagoanos. É um conjunto de ações que, interligadas, fazem com que o setor e a economia alagoana continuem fortalecidos”, pontuou Marcelo Melo.

O secretário citou ainda a instalação e a ampliação de indústrias no estado, como a segunda unidade da NatVille, o início das operações do grupo Alvoar e a chegada da Piracanjuba. Para ele, esses investimentos têm reflexos na geração de renda tanto para trabalhadores da indústria quanto para pecuaristas de diferentes portes.

“O impacto dessas indústrias é direto na geração de renda, tanto para quem trabalha na indústria quanto para os produtores alagoanos, seja ele um grande produtor ou um produtor familiar”, afirmou Marcelo Melo.

*Informações retiradas de Assessoria Seagri