Agro
Alagoas produz 1,9 mil toneladas de camarão em 2025, aponta IBGE
Apesar do crescimento de apenas 1,1% na produção estadual, o resultado coloca Alagoas entre os estados nordestinos que contribuem para a liderança da região na carcinicultura brasileira
Alagoas produziu 1,9 mil toneladas de camarão em 2025, mantendo praticamente estável o volume registrado no ano anterior. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 30 de setembro.
Apesar do crescimento de apenas 1,1% na produção estadual, o resultado coloca Alagoas entre os estados nordestinos que contribuem para a liderança da região na carcinicultura brasileira. Em 2025, o Nordeste produziu 171,9 mil toneladas de camarão, alta de 18,3% em relação a 2024. O volume representa 99,7% de toda a produção nacional, que chegou a 172,4 mil toneladas.
Em Alagoas, Coité do Nóia aparece como o município com maior produção, responsável por 700 toneladas em 2025. O volume representa crescimento de 16,7% em relação ao ano anterior.
A produção alagoana, no entanto, ficou distante do ritmo de expansão registrado por alguns dos principais produtores nordestinos. A Paraíba, por exemplo, teve alta de 126,9%, passando de 8,9 mil para 20,1 mil toneladas. A Bahia também apresentou crescimento expressivo, de 29,5%, alcançando 6,2 mil toneladas.
Alagoas participa da cadeia produtiva
Além da produção de camarão, o Nordeste concentra toda a produção brasileira de larvas e pós-larvas utilizadas na atividade. Em 2025, foram produzidas 22,3 bilhões de unidades na região, aumento de 5,1% em relação ao ano anterior.
O resultado reforça a importância do Nordeste na cadeia produtiva da carcinicultura, desde a produção de insumos até a criação dos camarões.
Em Alagoas, a atividade apresentou crescimento moderado em 2025. O desempenho de Coité do Nóia, entretanto, indica avanço localizado na produção, com aumento de 16,7% no volume produzido.
Enquanto o estado manteve uma produção de 1,9 mil toneladas, Sergipe registrou queda de 5,4%, chegando a 4 mil toneladas. Maranhão e Piauí tiveram altas de 5,3% e 9,1%, respectivamente.
