Agro

Brasil tem um dos menores preços do suíno no mercado global

Levantamento internacional de junho mostra país entre os menores patamares de remuneração ao produtor e destaca desafios de rentabilidade

Por Redação* 15/06/2026 11h11
Brasil tem um dos menores preços do suíno no mercado global
Excesso de oferta e demanda enfraquecida seguem pressionando o mercado global da carne suína - Foto: Reprodução

O Brasil aparece entre os países com os menores preços pagos ao produtor de suínos, segundo relatório internacional com dados atualizados até 12 de junho de 2026. O levantamento mostra grande diferença nas cotações mundiais e evidencia os desafios enfrentados pelo setor em diversas regiões.

Na região Sul do país, o suíno vivo é comercializado a R$ 5,42 por quilo, o equivalente a 49,18 centavos de dólar por libra-peso, a menor cotação entre todos os mercados analisados.

Em contrapartida, o México lidera o ranking, com preço equivalente a 97,82 centavos de dólar por libra-peso. O Reino Unido também apresenta remuneração elevada, alcançando 87,65 centavos de dólar por libra.

Nos Estados Unidos, a cotação corresponde a 68,72 centavos de dólar por libra-peso, enquanto no Canadá o valor chega a 61,21 centavos. Na Europa, os preços permanecem em níveis intermediários, com a Espanha registrando 68,95 centavos de dólar por libra e a França, 64,19 centavos.

Outros importantes mercados produtores também foram avaliados. A Rússia apresenta cotação equivalente a 68,60 centavos de dólar por libra, enquanto a China registra 64,66 centavos. Em países asiáticos como Vietnã, Coreia do Sul e Filipinas, os preços variam de acordo com o modelo de comercialização.

O levantamento também analisou o mercado de leitões. Nos Estados Unidos, o animal de 40 libras é vendido a 96,76 dólares. Na Europa, Espanha, Alemanha e Holanda apresentam valores entre 37,50 e 44,44 dólares por animal, enquanto a China registra cotação de 69,18 dólares para leitões de 20 quilos.

Os dados reforçam a competitividade brasileira em relação aos custos, mas também destacam a menor rentabilidade dos produtores nacionais diante dos preços praticados em outros países.

No cenário internacional, a China continua exercendo forte influência sobre a suinocultura global. Maior produtora e consumidora de carne suína do mundo, a nação enfrenta um período prolongado de perdas no setor devido ao excesso de oferta e à demanda enfraquecida. A redução dos preços provocou ajustes na produção, incluindo a diminuição do plantel de matrizes, mas a liquidação de rebanhos ainda mantém a oferta elevada e dificulta a recuperação das cotações internacionais.

*Com informações do Relatório mundial de preços do mercado de suínos