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Custo de insumos da soja 2026/27 fica 20% acima da média

Levantamento da Agrinvest aponta alta no pacote de insumos e alerta para impacto na rentabilidade dos produtores na próxima safra de soja

Por Redação 29/05/2026 08h08
Custo de insumos da soja 2026/27 fica 20% acima da média
Produtores avaliam impacto do encarecimento de fertilizantes e possíveis efeitos climáticos na próxima safra - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O custo dos insumos utilizados na produção de soja para a safra 2026/27 está 20% acima da média dos últimos cinco anos, segundo levantamento da Agrinvest Commodities. A consultoria também aponta que, em relação à média dos últimos sete anos, o valor permanece cerca de 5,7 sacas de soja por hectare acima.

Em maio, o pacote formado por sementes, defensivos e fertilizantes chegou ao equivalente a 33,2 sacas de soja por hectare. Isso significa que o produtor precisa desembolsar esse volume em grãos para adquirir insumos suficientes para cultivar um hectare.

Na comparação mensal, houve uma leve redução de 0,6 saca por hectare em relação a abril. Ainda assim, o custo segue 2,8 sacas mais alto do que o registrado no mesmo período do ano passado.

De acordo com a Agrinvest, parte dessa queda está relacionada à pequena valorização do preço da soja e à desvalorização pontual de alguns insumos. No entanto, a consultoria destaca que também houve revisão de planejamento por parte dos produtores, com redução prevista na adubação para a próxima safra, o que influencia diretamente o custo final.

Os fertilizantes continuam sendo o principal fator de pressão sobre os custos de produção. Já as sementes apresentaram estabilidade, enquanto os defensivos tiveram aumentos mais moderados no período.

Em um recorte produtivo, uma propriedade com 500 hectares pode ter um custo adicional de cerca de 1.400 sacas de soja apenas com insumos em relação ao ciclo anterior. Diante desse cenário, a manutenção da margem de lucro depende de maior produtividade ou de preços mais altos da commodity.

Além do aumento dos custos, o setor também acompanha as projeções climáticas para o próximo ciclo, com possibilidade de ocorrência de El Niño, fenômeno que pode alterar o regime de chuvas e aumentar os riscos para a produção agrícola.