Agro
Café inicia semana entre recuperação do arábica e pressão da safra
Avanço da colheita brasileira, câmbio e ritmo lento de vendas mantêm mercado volátil
O mercado do café começou a semana operando de forma mista nas bolsas internacionais, em meio ao avanço da colheita brasileira, volatilidade cambial e cautela dos produtores nas negociações. O café arábica registrou recuperação na bolsa de Nova York, enquanto o robusta manteve pressão negativa em Londres.
Por volta das 9h30 desta segunda-feira (18), o contrato julho/26 do arábica subia 195 pontos na ICE Futures US, negociado a 268,85 cents/lbp. O setembro/26 avançava 190 pontos, cotado a 262,00 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 registrava alta de 170 pontos, valendo 255,15 cents/lbp.
Já o robusta operava em baixa no mercado londrino. O contrato julho/26 recuava 32 pontos, negociado a US$ 3.333 por tonelada. O setembro/26 caía 26 pontos, cotado a US$ 3.219 por tonelada, enquanto o novembro/26 perdia 21 pontos, sendo negociado a US$ 3.148 por tonelada.
O mercado segue buscando direção após as perdas registradas nos últimos dias. A entrada gradual da nova safra brasileira, principalmente do café conilon, continua pressionando as cotações, enquanto compradores acompanham o avanço da colheita e a disponibilidade do produto no mercado físico.
Apesar disso, o ritmo lento de comercialização no Brasil limita movimentos mais intensos de baixa. Produtores permanecem cautelosos nas vendas, atentos às oscilações do dólar e das bolsas internacionais.
As condições climáticas também seguem no radar do setor cafeeiro. Regiões produtoras do Sudeste monitoram a chegada de novas instabilidades e a queda das temperaturas nos próximos dias, principalmente entre Minas Gerais e São Paulo. Até o momento, não há previsão de geadas para o cinturão cafeeiro brasileiro.
No mercado físico brasileiro, a semana começou com negociações moderadas, enquanto compradores acompanham a evolução da colheita e produtores seguem retraídos diante da volatilidade dos preços.


