Agro
Apesar da safra de crescimento, fornecedores amargam queda na produção em Alagoas
Segundo Asplana, números não refletem a realidade dos fornecedores de cana
Apesar de a safra da cana 25/26 ter sido finalizada com variação positiva de crescimento superior a 2,3% em relação à moagem passada, tendo sido esmagadas mais de 17,8 milhões de toneladas de cana, os números não refletem a realidade dos fornecedores de cana, que amargam perdas acentuadas na quantidade de cana beneficiada.
De acordo com o presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas – Asplana, Edgar Antunes, a cana esmagada que resultou em uma safra de crescimento foi das próprias usinas, de acionistas e de compra externa, não de fornecedores que sofreram com uma quebra real na moagem.
“Teve muita cana que veio de fora. Contudo, os fornecedores de cana tiveram uma redução acentuada, e essa é a nossa realidade. Nessa cadeia produtiva, o produtor de cana é o elo mais sacrificado e que está sentindo a redução da safra, que foi muito grande, além de estar sendo afetado também pela questão dos preços. Então, esses números finais de moagem não nos animam. Afinal, todos nós fomos duramente prejudicados”, destacou Antunes.
Durante alguns meses dos quase oito em que perdurou a moagem, os fornecedores de cana alagoanos foram penalizados pelas condições climáticas em algumas áreas da região canavieira, com a escassez de chuvas, resultando em uma redução expressiva na quantidade de cana processada no ciclo.

