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Café sobe levemente com clima seco e menor exportação

Altas moderadas nas bolsas refletem tempo seco no Brasil, real valorizado e recuo nos embarques em março

Por Redação 14/04/2026 09h09
Café sobe levemente com clima seco e menor exportação
Queda nas exportações ajuda a sustentar preços do café no curto prazo - Foto: BCCOM ASSESSORIA

O mercado do café encerrou a segunda-feira (13) com leves altas nas bolsas internacionais, em movimento sustentado por fatores ligados ao Brasil. A valorização foi moderada, mas garantiu suporte às cotações diante de incertezas sobre a oferta e o ritmo de comercialização.

Na Bolsa de Nova York, o café arábica avançou de forma contida. O contrato maio/2026 fechou a 300,85 cents/lb, com alta de 75 pontos. O julho/2026 terminou a 296,25 cents/lb, com ganho de 35 pontos, enquanto o setembro/2026 encerrou a 281,80 cents/lb, subindo 70 pontos.

Em Londres, o robusta acompanhou o movimento de alta. O contrato maio/2026 fechou a US$ 3.351 por tonelada, com avanço de 27 pontos. O julho/2026 subiu 15 pontos, para US$ 3.254, e o setembro/2026 registrou alta de 14 pontos, cotado a US$ 3.193 por tonelada.

O suporte às cotações veio principalmente das condições climáticas no Brasil. A persistência de tempo seco em regiões produtoras mantém o mercado atento ao desenvolvimento final da safra e reduz a pressão de venda no curto prazo.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar diminui o estímulo às exportações, fator que tende a limitar a oferta no mercado externo. Esse cenário contribui para sustentar os preços internacionais.

Na avaliação do analista Marcelo Moreira, o comportamento recente das cotações indica um alívio técnico após quedas anteriores, sem alteração estrutural no cenário. Segundo ele, o mercado segue dependente da confirmação do tamanho da safra brasileira, da evolução do clima e do desempenho das exportações.

Os embarques também seguem no radar. Dados do Cecafé apontam que o Brasil exportou 3,04 milhões de sacas em março, volume 8% menor em relação ao mesmo período do ano passado. A redução sinaliza uma oferta mais ajustada no curto prazo e ajuda a explicar o suporte observado nas bolsas.

Apesar da queda mensal, a demanda internacional permanece ativa. O mercado monitora se a entrada da nova safra brasileira poderá elevar novamente os volumes exportados.

O fechamento do dia reflete, portanto, um mercado sustentado por fundamentos brasileiros, como clima seco, câmbio e menor volume exportado. Ao mesmo tempo, a proximidade da colheita limita avanços mais expressivos, mantendo um cenário de volatilidade e exigindo cautela na estratégia de comercialização.