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Fruticultura impulsiona renda e exportações no Agreste de Alagoas com abacaxi e maracujá

Produção diversificada fortalece agricultura familiar e abre novos mercados

Por Redação 16/03/2026 14h02 - Atualizado em 16/03/2026 14h02
Fruticultura impulsiona renda e exportações no Agreste de Alagoas com abacaxi e maracujá
Fruticultura impulsiona renda e exportações no Agreste de Alagoas com abacaxi e maracujá - Foto: Reprodução

A fruticultura vem mudando o perfil agrícola do Agreste alagoano. Regiões que antes dependiam da cana-de-açúcar e da mandioca agora apostam em alternativas mais rentáveis, como o abacaxi e o maracujá. Municípios como Junqueiro, Limoeiro de Anadia e Teotônio Vilela se destacam nesse processo, apoiados pela assistência técnica do Senar/AL, que tem incentivado a diversificação e ampliado o alcance dos produtos para além das fronteiras estaduais.

De acordo com dados da Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE) de 2024, Alagoas colheu mais de 49 mil toneladas de abacaxi. Limoeiro de Anadia liderou a safra, com 10 mil toneladas, e viu o valor da produção crescer 73% em apenas um ano, passando de R$ 19,5 milhões em 2023 para R$ 33,9 milhões em 2024. Parte dessa produção já abastece estados como São Paulo e Minas Gerais e também chega ao mercado argentino.

O abacaxi cultivado na região, uma variedade do Pérola conhecida como “Cabeção”, tem atraído produtores pela boa adaptação ao solo e pelo manejo menos complexo. Segundo técnicos do Senar, trata-se de uma cultura que exige menos irrigação e permite mais de um ciclo de plantio ao longo do ano, o que aumenta a rentabilidade.

O maracujá, por sua vez, surge como novidade promissora. Em Junqueiro, famílias como a de Felipe dos Santos decidiram investir na fruta e já colhem resultados. Com apoio da assistência técnica, conseguiram reduzir custos de produção em cerca de 50%, ajustando o uso de insumos e irrigação. Além do maracujá, cultivam milho, inhame e hortaliças, comercializados em feiras locais, o que fortalece a economia comunitária.

Para a superintendente-adjunta do Senar/AL, Luana Torres, os avanços refletem o impacto direto da assistência técnica na agricultura familiar. Segundo ela, o planejamento e a gestão adequados permitem ao produtor reduzir gastos, aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida no campo.

Com o crescimento da fruticultura, o Agreste de Alagoas consolida uma nova vocação agrícola, diversificando cadeias produtivas, ampliando mercados e garantindo novas oportunidades de renda para as famílias rurais.

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