Agro
Bioinsumos reforçam eficiência no manejo da fruticultura brasileira
Tecnologias biológicas ampliam controle de pragas, fortalecem o solo e atendem à demanda por alimentos com menor impacto ambiental
A fruticultura brasileira vem ampliando a adoção de bioinsumos como estratégia para aumentar a eficiência produtiva e tornar o manejo das lavouras mais equilibrado. As soluções biológicas, produzidas a partir de microrganismos, extratos vegetais e substâncias naturais, têm ganhado espaço em pomares de diversas culturas ao oferecer alternativas para o controle de pragas e doenças, além de contribuir para a fertilidade do solo e melhorar o aproveitamento de nutrientes.
A expansão acompanha uma tendência global de agricultura mais sustentável e também responde às exigências do mercado consumidor. No caso das frutas, que possuem cadeias de exportação sensíveis aos limites de resíduos químicos, produtores têm buscado integrar ferramentas biológicas ao manejo convencional para ampliar a produtividade sem comprometer a qualidade.
Informações do setor apontam que o mercado brasileiro de bioinsumos continua em crescimento acelerado. Nos últimos anos, o segmento passou a movimentar bilhões de reais no país, impulsionado pelo avanço das pesquisas, pela ampliação do portfólio de produtos registrados e pelo interesse crescente dos produtores em soluções capazes de fortalecer o equilíbrio biológico das lavouras.
Na fruticultura, a adoção dessas tecnologias tem sido observada em culturas como citros, uva, maçã, manga e frutas tropicais. Biofungicidas, bioinseticidas e bioestimulantes ajudam a reduzir a pressão de pragas e doenças e também colaboram para o desenvolvimento das plantas. Além disso, muitos desses produtos atuam na recuperação da microbiota do solo, fator considerado essencial para a longevidade e a produtividade dos pomares.
“A agricultura brasileira vive uma transformação silenciosa, porém significativa, com a crescente adoção dos bioinsumos. Esses produtos de origem biológica vêm se consolidando como alternativas sustentáveis aos insumos químicos tradicionais, oferecendo soluções para o controle de pragas, doenças, promoção do crescimento vegetal, recuperação de solos e aumento da eficiência no uso de nutrientes. Derivados de microrganismos, extratos vegetais ou substâncias naturais, os bioinsumos têm se mostrado aliados estratégicos na construção de uma agricultura mais equilibrada e menos dependente de produtos sintéticos”, afirma Fellipe Parreira, Portfólio e Acesso no Grupo GIROAgro.
O uso de bioinsumos não substitui totalmente os insumos químicos, mas amplia as possibilidades dentro do manejo integrado das lavouras. A combinação dessas tecnologias permite reduzir o risco de resistência de pragas, melhorar o desempenho agronômico das culturas e atender à demanda crescente por alimentos produzidos com responsabilidade ambiental.
Com o avanço da inovação e a ampliação da oferta de produtos no mercado, a expectativa é de que os bioinsumos continuem ganhando espaço na fruticultura brasileira nos próximos anos, consolidando-se como ferramentas estratégicas para a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio.
*Com informações da GIROAgro


