Agro

Apesar da forte seca, Copervales projeta melhoras na safra de cana em 2026

Produtores ligados à Copervales relataram queda significativa na produtividade, mesmo em áreas irrigadas

Por Jamerson Soares com Alagoas Rural 20/02/2026 15h03 - Atualizado em 20/02/2026 15h03
Apesar da forte seca, Copervales projeta melhoras na safra de cana em 2026
Copervales encerrou safra 24/25 com aumento na quantidade de cana esmagada - Foto: Assessoria

A forte estiagem registrada nos últimos ciclos impactou diretamente a safra 2025/2026 de cana-de-açúcar em Atalaia, na Zona da Mata de Alagoas. Produtores ligados à Copervales relataram queda significativa na produtividade, mesmo em áreas irrigadas.

Em anos de clima favorável, propriedades da região chegam a alcançar média de 84 toneladas por hectare. No entanto, a irregularidade das chuvas reduziu esse desempenho nos últimos dois ciclos.

O cooperado Henrique Acioli, em entrevista ao programa Alagoas Rural, explicou que a seca prolongada entre março e abril comprometeu o desenvolvimento da lavoura. 

“Quando o inverno é regular, a gente consegue médias melhores, principalmente nas áreas irrigadas. Mas sofremos muito com a baixa pluviosidade e isso refletiu diretamente na produtividade”, destacou o produtor.

Municípios como Murici e Capela, que também integram a área atendida pela cooperativa, sentiram os efeitos da estiagem.

Segundo os produtores, a safra atual ainda reflete as condições climáticas do ciclo anterior, marcado por baixos índices de chuva. Em 2025, houve leve melhora com precipitações registradas entre setembro e outubro, além de volumes isolados em dezembro e janeiro.

A expectativa agora é que a regularização do inverno em 2026 contribua para a recuperação do setor sucroenergético na região. Em algumas áreas de Atalaia, o canavial apresenta bom aspecto visual, o que reforça a esperança de uma safra mais produtiva.

“Se o clima colaborar, esperamos um ano melhor. O último ciclo foi atípico. Com chuvas regulares, a tendência é voltar a produzir em níveis mais próximos da normalidade”, projetou Henrique.

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