Agro
Brasil pode liderar produção de etanol de milho no mercado global
Avanço da produção amplia acesso a novos mercados, com destaque para o transporte marítimo
crescimento da produção de etanol de milho coloca o Brasil em posição estratégica para assumir protagonismo no setor, especialmente diante da agenda global de descarbonização. A avaliação é do diretor de marketing e comunicação da Inpasa, Renato Teixeira, em entrevista ao CNN Agro News, nesta quinta-feira (12).
Segundo estimativas da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), o país deve encerrar a atual safra com produção de 10 bilhões de litros, volume equivalente a cerca de um terço de todo o mercado nacional de etanol. Apenas os Estados Unidos registram produção superior. “É um grande momento para o setor”, afirmou Teixeira.
De acordo com o executivo, ainda há amplo espaço para expansão. “É uma tecnologia que já está pronta, usada há 50 anos nos veículos leves. Temos grande volume e possibilidade de crescimento”, destacou. Para ele, o uso do milho na produção de etanol durante a entressafra da soja “abre um novo caminho para a agricultura brasileira”.
Descarbonização
Em entrevista ao CNN Agro Money, Renato Teixeira reforçou o papel do etanol de milho no futuro da descarbonização global. “É um produto extremamente sustentável, e que terá destaque na descarbonização do mundo”, afirmou.
O avanço da produção, segundo ele, permite ao Brasil acessar novos mercados, sobretudo no setor de transportes marítimos. “A gente acredita muito nesse mercado, e que essa demanda vai vir no futuro próximo”, disse.
Com o aumento do interesse global por biocombustíveis e soluções de baixo carbono, o diretor avalia que o Brasil pode ocupar posição central nesse cenário. “Temos a possibilidade de ser um grande protagonista global no assunto”, defendeu.
Esse cenário também se reflete nos investimentos da Inpasa. Fundada em 2019, a empresa já investiu R$ 15 bilhões e planeja aportar mais R$ 7 bilhões ao longo deste ano. “A Inpasa se orgulha de ser a segunda maior empresa de etanol do mundo”, afirmou. “O etanol de milho chegou para ficar e o Brasil tem muito a contribuir para o setor”, concluiu.
*Com informações da CNN Agro News

