Agro

Ambiente de negócios indica alta da carne bovina no curto prazo

Escalas de abate ajustadas e exportações sustentam viés positivo do mercado

Por Redação* 26/01/2026 09h09
Ambiente de negócios indica alta da carne bovina no curto prazo
Exportações seguem como principal fator de sustentação dos preços da carne bovina no país - Foto: Reprodução

O mercado físico do boi gordo e da carne bovina registrou preços entre estabilidade e leve alta ao longo da semana nas principais regiões de comercialização do país. O cenário observado aponta para a possibilidade de valorização no curtíssimo prazo, especialmente em função do posicionamento das escalas de abate.

De acordo com o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, frigoríficos de menor porte operam com escalas mais curtas, o que abre espaço para reajustes positivos nos preços pagos ao produtor. Segundo ele, o estado de Goiás surge como exceção dentro desse movimento.

“As indústrias atuantes no estado tentam exercer um certo tipo de pressão no mercado”, afirmou.

O analista acrescenta que o desempenho das exportações segue como um dos principais fatores de sustentação dos preços, com destaque para o bom volume de carne bovina embarcado para os Estados Unidos.

Preços do boi gordo


Na modalidade a prazo, os valores do boi gordo registrados no dia 22 de janeiro foram os seguintes:

  • Em São Paulo (Capital), a arroba foi negociada a R$ 325,00, representando alta de 3,17% em relação aos R$ 315,00 praticados no final da semana anterior.
  • Em Goiás (Goiânia), o preço ficou em R$ 310,00 a arroba, com recuo de 1,59% frente aos R$ 315,00 registrados anteriormente.
  • Em Minas Gerais (Uberaba), a arroba também foi cotada a R$ 310,00, queda de 1,59% na comparação semanal.
  • No Mato Grosso do Sul (Dourados), o valor permaneceu estável em R$ 305,00 a arroba.
  • Em Mato Grosso (Cuiabá), houve avanço de 1,69%, com a arroba atingindo R$ 300,00.
  • Já em Rondônia (Vilhena), o preço caiu 1,79%, sendo negociado a R$ 275,00 a arroba.

Atacado

No mercado atacadista, o analista observa um movimento de acomodação nos preços. Segundo Iglesias, a expectativa para a segunda quinzena do mês é de menor espaço para altas, com possibilidade de recuo no curto prazo.

“Vale destacar que a expectativa durante a segunda quinzena do mês é de menor apelo a altas, com potencial para algum recuo dos preços no curtíssimo prazo”, avaliou.

A maior competitividade das proteínas concorrentes, que apresentaram queda nos preços no início do ano, é apontada como um fator relevante para esse comportamento.

O quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 26,50 o quilo, frente aos R$ 26,40 da semana anterior. O quarto dianteiro manteve-se em R$ 19,00 o quilo, sem variação.

Exportações


As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada somaram US$ 699,953 milhões em janeiro, considerando 11 dias úteis. A média diária de receita foi de US$ 63,632 milhões.

No volume embarcado, o país exportou 126,254 mil toneladas no período, com média diária de 11,477 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.544,00.

Na comparação com janeiro de 2025, os dados indicam aumento de 54,4% no valor médio diário exportado, crescimento de 40% na quantidade média diária embarcada e elevação de 10,2% no preço médio da tonelada. As informações são da Secretaria de Comércio Exterior.

*Com informações da Agência Safras