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Política

Servidores de AL são prejudicados por falta de reajuste


Fonte: Blog do Edivaldo Junior

04/12/2019 09h16

Os servidores públicos de Alagoas, salvo algumas exceções (delegados, militares, auditores fiscais, integrantes do Tribunal de Justiça), terminam 2019 com o mesmo salário que começaram o ano. Já 2020 tem tudo para começar pesando um pouco mais no bolso do funcionalismo.

Sem a concessão de reajuste anual (apesar de previsto pela legislação, o Executivo decidiu não conceder a correção dos vencimentos do funcionalismo este ano), a perda equivale a inflação do ano anterior (3,75% em 2018).

O valor que deixou de ser reajustado este ano dificilmente será recuperado.

Um servidor que recebe um salário-mínimo vai perder, ao final de 2019 – considerando que a data base seria em maio passado – nove vencimentos sem reajuste (oito meses e o 13º).

Nessa base, as perdas reais seriam de R$ 337 a cada mil reais. Ou seja, esse é o valor que o servidor que ganham o mínimo perderá por falta de correção. Além disso, a partir de janeiro de 2020, a contribuição da previdência do servidor vai aumentar de 11% para 14%, após a reforma.

Na prática, com a nova contribuição, o servidor terá o salário – aquele que cai na sua conta no final do mês – reduzido em mais 3%. Quem ganha R$ 1 mil, paga hoje R$ 110 de previdência e passará a pagar R$ 140. O salário líquido cairia, neste caso, de R$ 890 para R$ 860.

Somadas as perdas com a inflação, o servidor do Estado começa 2020 com uma redução de salário (a cada R$ 1 mil) de R$ 30 relativo a previdência e mais R$ 37,5 do reajuste que não foi dado.

Ao longo do próximo ano, se o governo não der reajuste, o servidor terá perdido quase R$ 900 reais o que, na comparação em questão (R$ 1 mil) equivale a praticamente eliminar um vencimento mensal liquido.

Em outras palavras ou números, é como se o servidor recebesse um salário líquido a menos.

Reforma será aprovada

O projeto de reforma da Previdência do Estado, já está em fase de tramitação na Assembleia Legislativa de Alagoas e será aprovado nos próximos dias, adianta um influente parlamentar ao Blog do Edivaldo Júnior. “Nessa matéria até a oposição deve votar a favor”, pondera.



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