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Internet auxilia na aprendizagem e convivência escolar em Viçosa


Fonte: Agência Alagoas

25/06/2017 13h43

A gestão da Escola Estadual Joaquim Diegues, no município de Viçosa, aproveitou os recursos do programa Escola Web para dar um ‘upgrade’ na relação com os alunos, a partir do uso da tecnologia. Em agosto, fará um ano que a unidade disponibilizou wi-fi livre para toda a comunidade escolar.

Com disponibilidade de 12 gigabytes de fibra ótica, a escola expandiu acesso do wi-fi em quatro pontos distintos: dois abertos, no pátio escolar e sala de informática e robótica, e dois fechados, para a secretaria escolar, direção, coordenação e professores.

De acordo com o gestor geral, José Adailton Santos, antes da implantação foi feito um acordo de uso, onde foram estabelecidos os critérios e acessos para estudantes e professores.

“Conversamos com professores e alunos sobre a possibilidade de ter na escola wi-fi aberto e eles acharam uma maravilha. Em contrapartida, precisaria da colaboração para a imanutenção do serviço, não acessando conteúdos inapropriados, por exemplo”, explica José Adailton.

O gestor também fala do funcionamento da tecnologia. “Os alunos utilizam para pesquisas e lazer; já os professores têm acesso constante. A manutenção é feita pelos profissionais da própria escola e o sinal chega ao nosso complexo esportivo (campo de areia e ginásio). Cabe ao aluno a responsabilidade na utilização da tecnologia (horário, sites e objetivo)”, declara Adailton.

Ensino Integral

Ofertante de ensino integral, onde os estudantes passam praticamente todo o dia em diversas atividades, a estratégia de utilizar a tecnologia tem proporcionado bons resultados na escola, tanto como ferramenta em sala de aula, quanto nas horas de intervalos e espaços de convivência, segundo informa o gestor.

A coordenadora pedagógica da Joaquim Diegues, Valéria Delmiro, revela-se impressionada com os resultados proporcionados pela tecnologia. Ela associa a busca pelo conhecimento a partir da ferramenta característica desta nova geração.

“Professores mais jovens usam bastante esta conexão. Nas aulas de Português, Geografia, Inglês é comum o uso do smartphone para pesquisas. E os alunos estão mais conscientes, observando o celular como uma ferramenta de estudo. Estou encantada como a tecnologia favorece e pode disseminar o conhecimento”, revela Valéria.

Livre para pesquisas –

Para facilitar ainda mais o processo ensino-aprendizagem, também foram instalados três computadores na biblioteca para a utilização do acervo digital, formatação de trabalhos científicos e pesquisa na internet.

Outro espaço contemplado é o laboratório, onde acontecem as atividades do curso profissionalizante de Manutenção e Suporte de Micro, e a oferta eletiva sobre tecnologias (blog, jornal e futuramente a rádio escolar) em desenvolvimento.

A expectativa da direção é de expansão do recurso. “Com o Proemi (Programa Ensino Médio Inovador), novos projetos utilizarão a ferramenta para pesquisas, criações e outros projetos: cinema e geografia, blog jornal, atualidades, violência urbana, astronomia, meio ambiente e sustentabilidade, robótica, cultura popular e dança”, destaca o diretor.

Ampliação

Ávidos por tecnologia, com smartphones parecendo extensões do próprio corpo, os estudantes confirmam a importância do uso das redes na escola e já pedem ampliação dos serviços.

“A internet ajuda a gente a querer ficar na escola; é um atrativo”, revela a estudante da 2ª série do ensino médio, Mayara Santos. “Melhorou para os trabalhos de pesquisa. Além disso, usamos para redes sociais, liberados nos intervalos, no pátio”, complementa Clêudson Rafael, também da 2ª série.

Em virtude da grande demanda, o diretor fala da necessidade de ampliar a capacidade dos roteadores. “Precisaremos de um roteador profissional para expandir o acesso, pois, como temos muitos alunos nos períodos da manhã e tarde, nem todos conseguem acessar. À noite, abrange a todos tranquilamente”, afirma Adailton. “Uns ficam conectados e outros não, mas ajuda muito. Utilizo para fazer trabalhos e também ficar conectado”, diz o estudante Yuri Rafael Silva Barbosa.



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